segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Beijei maria dos pés ao início
até trocar a sintaxe de minha boca
Maria chora em redondilhas:
poesia dela sai detrás do olho,
como se perde o infinito na curva -
e a gente mesmo não vê mais,
acha que acabou,
e não vê fim
Para maria fiz um soneto que perdi,
Dizia quase assim :
“de tudo que é eterno serei fraco
antes, com descuido, do que pensado”
até trocar a sintaxe da boca:
na fome insaciável que a gente
tem de si – maria e eu
terça-feira, 17 de agosto de 2010
a moça gira os cabelos nos dedos olhando para o nada,
tira parte deles que lhe caem
besteira não pensar em sinfonia sincopada
besteira não se perder
penso que os tufos de cabelos desgrenhados não lhe bastariam:
ainda tem todo o começo -
e os olhos.
é dos olhos que sigo por todo o corpo
até chegar nos gestos delicados da moça:
e volto.
Besteira não pensar
que a moça dos gestos delicados
ignora toda a música
e o silêncio indelicado
dos meus olhos
penso em vão em lhe dizer.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
no baile dela eu me perco -
E eu quis meu caos, minha cama -
e é como descrever sua beleza
pelos pés, não pelos olhos
Uma vidinha cotidiana dorme-acorda
em peito outra vez aberto -
nem carma, nem calma
uma carne outra vez crua
seu sexo no meu cais
árvore centenária de raízes expostas
sem sono descanso cansaço
embebidas
ela
eu
(de oficina irritada)
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
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No tempo em que se desconhecia
o perigo de soltar balões:
formigas esticavam o horizonte em fila
a rua em pernas fazia o mundo
quarteirão era país
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gente subia ao mercado comprar mistura
tinha surra merecida de traquinagem
tinha trecos que pensavam coisas
e coisas que a gente nem sabia -
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ontem, nem sabia como virar trecos em coisas:
as esquinas se desdobram infinitas até o inicio -
a gente anda e anda:
uma fila de pessoas não alarga a paisagem
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tinha uns muros intransponíveis e pernas possíveis
do tempo em que terrenos baldios
serviam pra soltar balões
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
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De quando a noite caísse ou
o livro de Maria.
Guardar-te como a menina dos meus olhos,
- só pra não deixar o mato crescer no terreno baldio,
a gente mesmo sabe os desvãos
lá,
eu tinha aquele estatuto de bastar
enquanto eu era uma pessoa espessa
de caladas
de canto de olho
de boca cheia de dentes
Maria dança em roda da lua
de narizes dados comigo
e mãos procuras.
A gente não estava nada não
dava vontade de entrar no vazio -
Maria e eu
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