quinta-feira, 6 de novembro de 2008

I
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II.

É como desconhecer-se
todo dia um pouco -
numa fração -
e refazer-se no outro
ao cabo.


II.

Um dia antes da partida
reboliçava o estômago
já vazio –
poesia alguma diria
sobre aquela imensidão.


I.
Quando a memória apavorou
lembrança boa,
fez sorriso alforriado
nos lábios
entre os vazios do quarto.

4 comentários:

X disse...

Que lindo.

luisa soler disse...

ai ai
esses últimos versos.

ai ai..
ficarei matutando aqui sobre
as três estrofes um tempuco.
--
e ainda refletindo sobre a saudade

pq o meu tempo é outro.
e totalmente...
livre.

Castanha Urbana disse...

dá para ler do fim ao começo, subvertendo a aparente ordem.
percebestes? ou intencionastes?
deixe a resposta pairar no ar.

cristine bartchewsky disse...

Gostei da inversão. Surpreendente.

Venho tomar um café mais vezes.

Abraço,

Cristine