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terça-feira, 16 de maio de 2006


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Comi algumas quadras com os olhos. O cachorro sob o sol deitado dormia semimorto. Perdi as palavras entre passos e o fio do andamento das coisas em que pensava. No meio fio um acumulo de folhas secas da entre estação, desisti de saber a seqüência das coisas, gosto das goladas que engasgam. De pensar nesses pormenores: determinismos plásticos e adjetivos. Perde-se tempo. Melhor seria, despir-se dos outros.
Os carros formavam grande fila com o sinal fechado, incorreu passar por entre eles - sinfonia metálica - dentro passageiros e motoristas vestidos de ferro. A vida transparece em movimento caótico, mesmo que digam o contrario ou que calem. Calar: grande exercício subjetivo. Pensei em escrever.

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